Concurso P√ļblico de Arquitetura da Sede IAB/DF + CAU/BR

Brasília, DF, 2016, Institucionais

Em nossa Brasília, um edifício sede para uma instituição é mais que um espaço de representação e trabalho. Através da Arquitetura e de sua inserção urbana torna-se um símbolo, exprime sua significação.

Adentra-se ao conjunto CAU / IAB podendo-se vislumbrar, quase sem obst√°culos, o marcante horizonte de Bras√≠lia. O CAU/BR √© como uma esp√©cie de ‚ÄúAlta Corte‚ÄĚ onde quest√Ķes √©ticas do presente e as utopias futuras ser√£o orientadas por Conselheiros e Comiss√Ķes ali assessorados e congregados nesse mister.
Um eventual forasteiro ser√° fatalmente atra√≠do para o p√°tio logo abaixo, indo ao encontro do Centro de Documenta√ß√£o, seus Institutos e da Biblioteca a n√≥s legada pelo inspirador e velho timoneiro Miguel Pereira. √Č nesse espa√ßo que o CAU exibe-se como que personificado, vivo e concreto por seus atos, campanhas e feitos.
O p√°tio alarga-se em pra√ßa ladeada por ‚Äúfachadas‚ÄĚ que nos trazem a lembran√ßa dos ‚Äúbrises‚ÄĚ de Reidy, de Lel√©, de Niemeyer, e no seu ponto focal encimada pelo portal de acesso ao IAB.

O IAB - que sempre é preciso recordar - é a nossa história, a nossa cultura!

Qui√ß√° possa atrair para suas √°reas remanescentes outras representa√ß√Ķes de nossas entidades nacionais, ou mesmo abrigar alguma necess√°ria expans√£o do ‚Äújovem‚ÄĚ CAU, para juntos realizar a constru√ß√£o da √Āgora dos Arquitetos.
Para que nela reverbere em alto som nossa oposi√ß√£o aos ‚Äúconluios integrados‚ÄĚ e ao mundo que se construiria sem ideias, projetos ou des√≠gnios. Pra√ßa do encontro e da exposi√ß√£o dos arquitetos, das festas de abrigo aos jovens arquitetos, dos simp√≥sios de aperfei√ßoamento e das assembleias por cidades melhores, mais belas e principalmente justas.
Os desenhos apresentados exibem com a precis√£o suficiente o que foi pensado em termos de t√©cnicas construtivas e dos sistemas adotados. Pouca aud√°cia, nenhum arroubo, simples, como a Arquitetura Brasileira foi capaz de sempre inovar e mesmo assim de surpreender e pasmar a todos. Atento aos postulados do Desenho Universal e das condi√ß√Ķes plenas de acessibilidade. Compreendendo o car√°ter referencial do edif√≠cio no contexto nacional, entende-se a sua import√Ęncia como exemplo de eco efici√™ncia e sustentabilidade. Diversos sistemas garantem a aplica√ß√£o destes conceitos no edif√≠cio. Entre eles podemos destacar: a capta√ß√£o de √°guas pluviais, o tratamento e reaproveitamento das √°guas, a prote√ß√£o e sombreamento das fachadas, a evapora√ß√£o de √°gua para umidificar e reduzir a temperatura do ar.
Os materiais (e o melhor exemplo são as placas de aço corten utilizadas nas fachadas) e as técnicas preconizadas conformam o edifício dentro dos pressupostos da construção industrializada por componentes, reduzindo o desperdício e garantindo agilidade na construção. Os vazios, os espelhos d'água, foram desenhados de maneira a refrescar e umidificar o ar, melhorando o microclima do edifício assim reduzindo a necessidade do consumo de energia nos sistemas de condicionamento artificial de ar. A presença de vegetação amplia o bem estar dos usuários da edificação, seja pela visualização do movimento das águas, ou do sombreamento proporcionado pelas árvores.

N√£o ser√° mais uma das Casas Grandes, mas com certeza nela n√£o haver√° mais de ter qualquer tipo de abjeta senzala.

Ficha Técnica

Projeto

Concurso P√ļblico de Arquitetura da Sede IAB/DF + CAU/BR

Local

Brasília, DF

Data

2016

√Ārea

IAB - 3.927,75 m² CAU - 4.459,75 m²

Arquitetura

Christiane Costa Ferreira, Dhiego Torrano, Edgar Gonçalves Dente e José Maria de Macedo Filho

Colaboradores

Ricardson Ricardo e Ton da Costa